Era um dia comum como qualquer outro. Havia acordado cedo e me preparado para tomar um café da manhã simples como eu mesmo. Uma xícara de café, seis bolachas e um mamão. De tão simples, meus pensamentos me escaparam por um fio. Aquele simples café da manhã de dez minutos se transformou em uma viajem de dez horas dentro da minha cabeça. Os segundos passavam em câmera lenta. Podia sentir o frio do silêncio que se instaurava diante dos meus olhos. Era assustador. Como um animal coagido agindo pelos instintos eu fui me intimidando cada vez mais. Senti toda a luz que me rodeava naquele recinto se esvair como a água que passa entre os meus dedos. Estava escuro naquele momento. Sentia calafrios e sentimentos até aqui desconhecidos. Perturbadores. Sentimentos que de certo irão se enraizar nos meus pensamentos como uma erva daninha que toma conta de um jardim próspero e o destrói. Sentia o desespero correndo em minha direção até que senti uma mão em meu ombro. Assustei quando vi que era a minha própria mão. E então eu mesmo disse a mim: Acorda! E como um passo de mágica eu abro os olhos e vejo que estou deitado em minha cama. Estava sonhando... sempre estive sonhando. Até mesmo quando eu pensei que existia um jardim próspero. A verdade é que esse jardim sempre foi composto por pragas e plantas secas. Apenas sonhei sozinho...
quarta-feira, 13 de março de 2013
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Momentos
Observando a falta que eu me fazia, me recorri. Tentei conversar por longas horas comigo mesmo como era de costume. Gritei tanto por mim, que fiquei rouco e quase louco. Tentei varias saídas e foi aí que lembrei disso aqui. Lembrei do meu velho amigo que tanto conversou comigo. Foram tantas épocas, foram tantos momentos agradáveis e desoláveis! Hoje consigo me sentar em uma poltrona e entender não só o que vejo, mas o que sinto. Tudo isso eu devo aos meus momentos. Foram tantos, mas tantos que mesmo sentado por dias escrevendo eu não conseguiria expressar todos eles. Me pego encurralado. Preso em um beco sem saída. Me pego em uma situação em que qualquer atitude que tome, terei como resposta a dor de um sofrimento traumatizante. Eu à sinto apenas em escrever, em detalhar a minha angustia. Como eu queria não sentir medo. Como eu queria sentir paz. Meu espírito chora dia e noite porque ele é bom. Ele é pacífico. Mas ele paga por coisas que ele não cometeu. Até o meu corpo paga. E diante disso, lembrando de tantos e tantos momentos, venho aqui recorrer à mim mesmo. Sofra o que tiver de sofrer. Sofra rápido ou sofra devagar. Mas sofra para que tudo que tiver que acontecer na sua vida aconteça. Amadureça como um verdadeiro homem e nunca esqueça quem você é. Quem você sempre quis ser...
terça-feira, 25 de outubro de 2011
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